Quantas Vezes Você Já Se Sentiu Um ET?

 In Relacionamentos, Relações Familiares, Terapia Floral, Terapia Integrativa_Holística

Olá pessoal, tudo bem? Quando terminei de escrever esse texto para o blog eu me questionei se deveria deixar esse título ou trocar por “Fora da Caixa”, pensei bem e decidi manter o inicial afinal de contas o assunto de hoje é ser diferente mesmo.

Nos últimos tempos tenho pensado muito sobre esse assunto. Normalmente quando pensamos em alguém diferente nos vem à mente alguns temas mais comuns infelizmente de discriminação relacionados a opção sexual, distinção de raça, religião, diferença de poder aquisitivo (pobre ou rico). Dificilmente pensamos naquele comentário indiscreto, mas também cheio de “pré-conceitos” diante de situações cotidianas, porém fora do padrão estabelecido pela sociedade. Como nos comportamos diante de pessoas que são “fora da caixa”, que tem atitudes diferentes do “normal” estabelecido pela sociedade, aquelas que não são iguais a todo mundo?

Posso aqui dar alguns exemplos de perguntinhas básicas que já ouvi: “Como é morar sozinha?” (Acho até estranha essa pergunta porque isso é tão normal na minha rotina de vida), “Como você vai largar uma carreira de 18 anos e mudar completamente sua vida profissional?”, “Você teve coragem mesmo de se separar?”, “Você não tem filhos, quem vai cuidar de você quando ficar velha?”. Lógico que aqui eu coloquei só as perguntas, não coloquei as previsões trágicas que fizeram para minha vida a cada mudança, ou melhor, a cada saída da caixa. Apesar de tantas previsões catastróficas, estou bem obrigada, mesmo me sentindo uma ET de vez em quando. Tenho certeza que muitos de vocês já passaram por situações parecidas ou até diferentes, mas com o mesmo sentido e sentimento.

Quando fiz o curso de coaching com o Tim Galwey ele sempre nos incentiva a pensar “fora da caixa” e em um dos seus comentários trouxe uma experiência em que o Skinner (Psicólogo e Cientista do comportamento e aprendizado) fez com pombas, guardarei para sempre esse tema e quando tenho oportunidade repasso minha conclusão sobre o assunto. Primeiro um resumo da experiência: a pomba percebeu que a cada movimento que ela fizesse ela recebia uma recompensa (na verdade ela recebia comida em intervalos aleatórios) mas percebeu que se movesse a cabeça para um lado ganhava uma comida e por aí vai (tem vários textos na internet explicando melhor isso, se pesquisarem por “Superstição dos Pombos” aparecerá a experiência completa). O que percebemos com esse exemplo é que somos condicionados por toda uma vida através dos estímulos que recebemos desde criança. Quando somos pequenos nos comportamos de acordo com o que desejam nossos pais e se nos comportarmos exatamente assim como eles querem recebemos seu apoio, eles nos aceitam (esse é o estimulo) e assim repetimos comportamentos que sejam aprovados primeiro por nossos pais e depois pela sociedade sempre para termos a aprovação dos outros. Fomos condicionados a nos manter dentro da caixinha, nosso estimulo inicial como já disse foi a aprovação de nossos pais depois da sociedade, quanto mais fizermos o que os outros desejam de nós mais aplausos ganhamos. Acontece que agindo assim, muitas vezes limitados, nos privamos de utilizar nosso potencial infinito, nossa criatividade, nossos dons, nossa essência. Qual o preço que pagamos para ganhar os aplausos ficando presos dentro de uma gaiola? Será que vivemos a nossa vida ou a vida que os outros gostariam que tivéssemos?

Somos seres únicos e precisamos passar por experiências únicas. Ser um boneco de fantoche para agradar os outros nos traz tristeza, infelicidade e doenças. Fomos criados por Deus para sermos autênticos e por experiência própria digo que vale muito a pena sair da gaiola e ser você mesmo.

Sugiro aqui fazer algumas perguntinhas quando se sentir como um “ET” fora da caixa: Estou me prejudicando? Estou prejudicando alguém? Qual o custo x benefício dessa atitude ou dessa mudança de vida para mim? (Não para os outros), se as respostas forem OK siga em frente.

Lembre-se sempre que não importa o que os outros pensam de você, o que realmente importa é tomar consciência de que somos um ser livre para sermos quem desejamos ser, e se for para prosseguir como um ET para ser livre e ser como desejo ser, assim serei!

Até a próxima, um grande abraço e muita luz a todos.

 

Fabiana Gomes
Terapeuta Holística.
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